ASSUNTO

Saúde Auditiva

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Durante todo o mês de Novembro é realizada a Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido, conhecida como Novembro Laranja, que esse ano está em sua sétima edição, e é inspirada na Campanha Outubro Rosa, de alerta às mulheres e à sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

O objetivo principal desse movimento, que ocorre no país inteiro, é chamar a atenção da população para o zumbido no ouvido, um problema que vem crescendo dia após dia e já começa a atingir faixas etárias cada vez menores. Através da divulgação diária de informações e dicas sobre o assunto durante o mês inteiro, procura-se lembrar às pessoas da importância da prevenção e do cuidado com a audição, por meio de dietas, medicamentos e uso de aparelhos auditivos.

A campanha é promovida pela Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (APIDIZ), com o apoio do Instituto Ganz Sanchez.

O que é o Zumbido ?

Zumbido, acufeno ou tinido (tinnitus, em inglês) é um som percebido nos ouvidos ou na cabeça sem que haja uma fonte sonora ao redor. É um sintoma (e não uma doença!) que geralmente tem origem em algum ponto da via auditiva, podendo estar frequentemente associado a algumas condições de saúde.
De acordo com pesquisa da American Public Health Agency, é o terceiro sintoma que mais causa incômodo perdendo apenas para dor e tontura intensas e intratáveis. Não tão raro, acomete 17 a 24% da população em alguns países. Possivelmente, pelo menos 28 milhões de brasileiros já vivenciaram este sintoma em alguma circunstância.
Muitos indivíduos apresentam o zumbido associado a outros sintomas como perda auditiva (90%), tontura, vertigem e intolerância a sons (20 a 40%), tendo sua qualidade de vida prejudicada substancialmente.
Embora este quadro possa parecer dramático, raramente está relacionado a causas graves e pode ter solução na maioria das vezes, merecendo assim, uma investigação detalhada e personalizada para que seja escolhido o tratamento adequado para cada caso.

Tipos de zumbido

O zumbido pode se assemelhar a diversos sons como apito, chiado, cigarra, grilo, abelha, cachoeira, motor, sirene, panela de pressão, etc. Mais raramente, o zumbido é rítmico, parecendo-se com batidas do coração, cliques e “asas de borboleta”.

 Causas do zumbido

Na maioria dos casos, o zumbido está relacionado a um transtorno em alguma parte da via auditiva, desde a orelha externa até o córtex auditivo. Assim, o zumbido não é uma doença, mas sim um sintoma que pode ter diversas causas, sejam elas provocadas por doenças localizadas no sistema auditivo ou por outras doenças originadas em outros órgãos que acabam por influenciar o ouvido secundariamente.
Podemos relacionar algumas das principais causas de zumbido:
– originadas no sistema auditivo;
– alterações no metabolismo (p.ex.:  do açúcar, de gorduras e deficiência de vitaminas);
– alterações hormonais (p.ex.: tireóide);
– alterações cardiovasculares;
– doenças neurológicas;
– distúrbios psiquiátricos;
– alterações odontológicas;
– alterações musculares da região de cabeça e pescoço;
– alterações psicológicas.
Usualmente, mais de uma causa está presente no mesmo indivíduo, o que explica a grande diversidade nos casos de zumbido, com suas particularidades, diferentes repercussões e respostas a um tipo de tratamento.

Investigação do zumbido

É importante lembrarmos que um mesmo indivíduo pode ter zumbido por um conjunto de causas. Além disso, cada paciente é diferente do outro, com suas particularidades, doenças associadas, estilo de vida, alimentação e genética.  Portanto, desvendar os “bastidores” de cada paciente com zumbido torna-se fundamental. A escolha do tratamento depende exclusivamente destes diagnósticos encontrados em cada paciente.
Assim, um histórico médico e exame físico detalhados são essenciais, onde serão investigados os diversos aspectos de cada indivíduo, com o objetivo de esclarecer: as características do zumbido (tempo de aparecimento, tipo, localização); os fatores predisponentes; sintomas associados (perda auditiva, tontura, sensação de ouvido cheio, oscilação da audição, sensibilidade aumentada a sons, ansiedade, depressão); antecedentes do paciente (p.ex. profissão, exposição a ruído, medicações, doenças concomitantes, cirurgias, bruxismo, problemas na coluna cervical, dores de cabeça, entre vários outros itens); hábitos e estilo de vida (abuso de cafeína, consumo de doces, dieta inadequada) e antecedentes familiares (p.ex. diabetes, surdez, labirintite, etc.).
A investigação prossegue com a solicitação dos exames complementares:

a) avaliação do sistema auditivo:

O médico otorrinolaringologista irá solicitar, inicialmente, exames como audiometria e imitanciometria com pesquisa dos reflexos estapedianos. Estes exames são fundamentais na avaliação da audição e podem fornecer pistas importantes para determinar a origem de cada zumbido. Recentemente, os otorrinolaringologistas especializados em zumbido, lançam mão de um teste específico para identificar o zumbido, medindo a sua intensidade e suas características (acufenometria e limiar mínimo de mascaramento). Este dado poderá ser útil para a decisão do tratamento a ser adotado, assim como para o seu acompanhamento. Em determinados casos, outros exames podem ser necessários para identificar uma sensibilidade aumentada a sons (limiar de desconforto) ou um teste mais amplo para a análise da audição nas frequências mais altas (audiometria de altas frequências).

b) exames laboratoriais:

Diversos exames de sangue são solicitados conforme o histórico médico apresentado pelo paciente. Habitualmente: hemograma completo, perfil lipídico, estudo dos hormônios tireoidianos, perfil glicêmico, dosagem do zinco e magnésio, vitamina B12, ácido fólico são realizados.
Outros exames que avaliam a via auditiva (p.ex. otoemissões acústicas, potencial evocado auditivo de tronco encefálico, processamento auditivo, etc.) e exames de imagem (p.ex. tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET-scan, etc.) podem ser solicitados, como parte da avaliação complementar, se houver indicação, de acordo com os dados encontrados pelo especialista.

Tratamento do zumbido

Muitos pesquisadores ao redor do mundo estão empenhados nas pesquisas científicas sobre as causas e as formas de tratamento do zumbido. Atualmente, as perspectivas sobre o tratamento deste sintoma é mais favorável, admitindo várias formas de tratamento de acordo com cada caso.
Infelizmente, não existe uma “fórmula mágica” que seja “universal” e “incontestável”, que se aplique satisfatoriamente a todos os casos de zumbido. Conforme dito anteriormente, diversas condições de saúde podem cursar com zumbido, o que faz dele um sintoma comum a várias doenças. Desta maneira, os tratamentos propostos devem ser planejados baseados na(s) sua(s) causa(s).
Tratar o zumbido com o uso de medicamentos é apenas uma das alternativas de tratamento. Alguns melhoram com medicamentos e outros, com tratamentos não-medicamentosos como: dieta; mascaramento; TRT (tinnitus retraining therapy ou terapia de retreinamento do zumbido, ou ainda, terapia da habituação); adaptação de aparelhos para audição ou para zumbido; estimulação magnética transcraniana; fisioterapia (com busca e tratamento de pontos dolorosos específicos relacionados ao zumbido); psicoterapia e entre outros não tão convencionais.
O tratamento do zumbido é personalizado e está diretamente relacionado à identificação de cada um dos fatores causais!

a) Tratando a causa

A identificação dos fatores relacionados ao zumbido nos permite escolher uma série de opções terapêuticas, possibilitando o seu controle (e em alguns casos, até a cura) do zumbido com a simples reversão destes fatores (p.ex: dietas para alterações do metabolismo do açúcar ou de gorduras; restrição de cafeína nos casos de abuso de cafeína; readequação dos hormônios tireoideanos para alterações da tireóide; reposição de vitaminas e zinco para os que têm deficiência destes elementos; avaliação e tratamento com o fisioterapeuta se indicado; tratamento da ariticulação têmporomandibular com o dentista nos que têm comprometimento nesta região; psicoterapia quando causas emocionais estão envolvidas; cirurgias para correção de alguns tipos de doença no ouvido, como perfuração do tímpano, otoespongiose, etc). Assim, o primeiro passo deve sempre ser na direção da busca pela resolução das doenças de base que influenciam o aparecimento do zumbido.

b) Tratando zumbido e suas repercussões

Nem sempre, as causas são identificadas após uma investigação exaustiva. Outras vezes, mesmo que identificadas, não são passíveis de reversão. Nestes casos, opta-se pelo tratamento do zumbido (e não da sua causa) – frequentemente com emprego de medicações – e pelo controle das repercussões deste sintoma na vida do paciente.
A terapia medicamentosa é um recurso válido, de fácil realização pelo médico, com grande aceitação pelo paciente e com a possibilidade de fornecer um alívio rápido para o zumbido se comparado a outras formas de tratamento. As opções no mercado são várias, cada uma com sua indicação específica. Sempre devemos considerar a individualidade de cada caso, assim como a possibilidade de efeitos colaterais. Assim, o acompanhamento periódico com o especialista é importante para observação dos efeitos e para o bom andamento do tratamento escolhido.
Junto à terapia medicamentosa, o esclarecimento do paciente sobre o zumbido e suas prováveis causas é, sem dúvida, um ponto a favor da ação da medicação. A atuação positiva do cérebro (especialmente de uma região denominada “sistema límbico”) na interface doença-saúde associada ao tratamento pode proporcionar um alívio maior ao paciente.

c) Estimulando o ouvido – Tratamento da perda de audição

Pesquisas vêm mostrando cada vez mais que é fundamental estimularmos precocemente os ouvidos com perda auditiva, independente da presença ou não de zumbido. O objetivo é evitar que as células do cérebro se reorganizem de forma indesejada. Quanto maior o tempo sem estímulo, mais difícil será a readaptação.
A abordagem da perda auditiva também faz parte do tratamento do zumbido se esta perda for considerada importante – seja pela audiometria ou pela restrição e incômodo na vida do paciente.
Algumas vezes, um tratamento cirúrgico é indicado para reparar a audição, mas nem sempre a cirurgia é possível (ou porque as condições de saúde do paciente não permitem ou por opção do próprio paciente em não desejar um tratamento mais invasivo). Outros pacientes têm contra-indicações para o uso de medicamentos. Assim, em ambos os casos, o aparelho auditivo bem adaptado é um excelente recurso para melhorar a audição e/ou o zumbido.
Vale ressaltar que para os pacientes com zumbido, mas sem perda auditiva, existe ainda a possibilidade de adaptação de aparelhos com programação seletiva para o tratamento do zumbido.
Fonte: Instituto Ganz Sanchez

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Zumbido_ como aparelhos auditivos podem ajudar_

Pode até parecer estranho, mas aparelhos auditivos também são usados no tratamento de zumbidos. Você sabia? Essa não é a única forma de tratamento, mas, em alguns casos, é a mais eficaz.

Os zumbidos podem ser causados por diversos fatores. Um dos tipos de zumbido se manifesta devido à perda auditiva. Se esse for o caso, é preciso usar um aparelho auditivo específico. Para realizar o diagnóstico de forma correta, é necessário consultar um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo. Os testes mais comuns são a audiometria e os exames de sangue.

 O que é o zumbido?

O zumbido, tinido ou acúfeno atinge grande percentual da população mundial. Estima-se que no Brasil, o problema afete cerca de 30 milhões de pessoas de todas as idades. Ele ocorre quando o ouvido passa a enviar impulsos sem que estes tenham sido gerados por uma fonte sonora.

Quais são as causas do zumbido?

Especialistas apontam mais de 200 tipos de causas da doença. As mais comuns são:

Green-Tick-PNG-Picture Perda auditiva;

Green-Tick-PNG-Picture Alterações no metabolismo, como hipotireoidismo ou hipoglicemia;

Green-Tick-PNG-Picture Doenças neurológicas e psiquiátricas;

Green-Tick-PNG-Picture Problemas odontológicos que afetam a mastigação e a mandíbula;

Green-Tick-PNG-Picture Alterações musculares no pescoço;

Como os aparelhos auditivos para zumbido funcionam?

Existem diversos tipos de aparelhos auditivos no mercado. Cada um é específico para cada tipo de perda auditiva ou problema. O mesmo acontece no caso dos zumbidos. Podemos dividir os aparelhos auditivos para zumbido entre geradores de som e dispositivos combinados.

  • Aparelhos auditivos

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    O uso de aparelhos auditivos melhora a audição e alivia o zumbido ao mesmo tempo, porque se você ouve melhor, você também pode ignorar o zumbido. Os aparelhos auditivos amplificam o som ambiental e o transmite para a orelha, o que aumenta cada vez mais o foco nos barulhos, sons e sinais que estão à volta do usuário. Como a atenção se volta para as impressões auditivas agradáveis, o foco no zumbido é reduzido. Em muitos casos os usuários ouvem muito pouco ou não ouvem o zumbido a partir do momento em que o aparelho auditivo é ligado.

     

  • Geradores de som

    Os geradores de som são indicados para pessoas que não possuem perda auditiva. Eles são bem semelhantes a um aparelho auditivo, porém não amplificam os sons ambientais: eles geram um som suave para distrair o paciente do zumbido. Geradores de som tem a proposta de aliviar o zumbido.

  • Dispositivos combinados

    Como os aparelhos auditivos podem apenas amplificar os sons ambientais, são pouco utilizados como terapia de zumbido em ambientes silenciosos. Esse é um caso em que um aparelho auditivo com gerador de som integrado pode ser útil. Nessas situações o gerador de som integrado emite um som suave para distrair o paciente do zumbido.

Conheça o Portfólio Phonak Tinnitus Balance para tratamento do Zumbido

O Portfólio Phonak Tinnitus Balance permite que você e seu profissional especialista em zumbido personalizem um plano de tratamento de zumbido baseado em terapia sonora que corresponde exatamente a suas necessidades específicas, para fornecer um alívio do zumbido ao longo do dia.

O Portfólio consiste em três elementos fundamentais que são essenciais para seu plano de tratamento de zumbido: os aparelhos auditivos Tinnitus Balance, um gerador de ruído de faixa ampla de frequência e terapia sonora através de um aplicativo para iOs e Android. Um acessório digital sem fio para a transmissão do som para os aparelhos auditivos Tinnitus Balance completa esta solução flexível.

Não desanime pelo fato de os aparelhos para o zumbido da Phonak também serem aparelhos auditivos. Eles são soluções para o zumbido. Existe uma forte conexão entre zumbido e perda auditiva, que pode ser tão leve que você dificilmente a notará.

A avaliação por um profissional de saúde auditiva, que inclui um teste auditivo juntamente com a análise do zumbido, tem um papel fundamental na personalização do Portfólio Phonak Tinnitus Balance de acordo com suas necessidades.

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Legenda:

1) Somente amplificação

2) Amplificação e gerador de ruído Tinnitus Balance ou somente o gerador de ruído Tinnitus Balance

3) Amplificação e aplicativo Tinnitus Balance com o ComPilot II/ComPilot Air II

4) Combinação de 1+2+3

5) Perda auditiva não auxiliada: somente aplicativo Tinnitus Balance

 

Pense no Portfólio Phonak Tinnitus Balance como uma ferramenta multifuncional, composta de muitas ferramentas úteis que podem ser usadas como e quando você precisar para diferentes tarefas. Juntamente com seu profissional de saúde auditiva, você escolhe as situações que melhor se adequam a suas necessidades em termos de zumbido e pode alternar entre essas ferramentas sempre que necessário.

 

Aparelhos auditivos Phonak Tinnitus Balance

O tratamento de zumbido inclui enriquecimento de som e aconselhamento para diminuir o estresse e proporcionar alívio. Os dispositivos que formam o núcleo do Portfólio Phonak Tinnitus Balance são nossos aparelhos auditivos Audéo™ Q, Audéo B e Bolero™ V, que possuem nosso gerador de ruído Tinnitus Balance exclusivo. Não desanime pelo fato de os aparelhos para o zumbido da Phonak também serem aparelhos auditivos. Existe uma forte conexão entre zumbido e perda auditiva, que pode ser tão leve que você dificilmente a notará.

Gerador de ruído Tinnitus Balance

O gerador de ruído Tinnitus Balance é uma característica de todos os aparelhos auditivos Phonak Tinnitus e usa o princípio da terapia sonora. Ele funciona emitindo o som no ouvido que o distrai do zumbido que você sente, misturando, assim, o zumbido com o ruído de fundo.

Aplicativo Phonak Tinnitus Balance

 

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O aplicativo é uma ferramenta ideal para terapias sonoras adicionais e permite que você selecione um som de uma lista padrão ou combine sons com sua biblioteca de música. A opção de temporizador é útil ao ouvir sons que o ajudam a adormecer. Com o Phonak ComPilot, os sons são transmitidos diretamente do aplicativo para seu aparelho auditivo Tinnitus Balance.

Hastes flexíveis podem prejudicar a Audição_ Saiba o jeito correto de utilizá-las.

A maioria das pessoas ainda tem dúvida quanto a usar ou não as hastes flexíveis para fazer a limpeza da cera do ouvido. O que acontece é que, muitas vezes, as hastes flexíveis não são indicadas pelos médicos devido ao risco de infecções, danos ao tímpano e à audição.

A cera é produzida nos ouvidos para mantê-los lubrificados e protegidos de poeira, corpos estranhos, insetos e até microrganismos, como bactérias e fungos. Porém, algumas pessoas tentam se livrar dessa barreira natural de defesa do organismo usando as hastes flexíveis de forma incorreta.

Quer saber como utilizar as hastes flexíveis de forma segura para a sua audição? Continue a leitura e entenda como evitar esses perigos e cuidar bem da saúde!

Que sintomas o excesso de cera pode causar?

A cera de ouvido formada dentro da orelha é encontrada na parte exterior do canal auditivo, fluindo para fora do ouvido com bastante facilidade. Algumas pessoas têm uma tendência a produzir mais cera que as outras e, na tentativa de limpar o excesso, acabam empurrando-a para o fundo do canal auditivo.

Não há necessidade de se preocupar com a cera, pois o excesso dela é eliminado para a região externa do ouvido de forma natural quando fazemos movimentos no maxilar ao falar, mastigar ou sorrir. Ao notar qualquer desconforto relacionada à cera, procure ajuda de um médico e não utilize as hastes flexíveis.

Os principais sintomas do excesso de cera são:

  • dor no canal auditivo pela compressão do excesso de cera dentro do pequeno espaço do meato;
  • zumbido, sensação de tontura ou vertigens;
  • perda da capacidade auditiva;
  • coceira e mau cheiro dentro do ouvido.

Por que as hastes flexíveis podem ser um perigo?

Quando não são usadas corretamente, as hastes flexíveis podem empurrar o excesso da cera para partes mais profundas do conduto auditivo e levar ao entupimento do ouvido, formando uma espécie de uma rolha de cera. Esse problema pode causar diminuição na acuidade auditiva do indivíduo, causando incômodo.

Nesse caso, a limpeza adequada resolve o problema, pois removerá o excesso de cera. O problema mais grave em utilizar incorretamente as hastes flexíveis são os traumas no ouvido, especialmente no tímpano. O uso incorreto pode causar até mesmo uma perfuração da membrana, com necessidade de cirurgia para recuperá-la, e possível dano permanente na audição.

Como utilizar corretamente as hastes flexíveis?

A forma correta de usar as hastes flexíveis é realizar a limpeza com a ponta de algodão apenas na parte mais externa do conduto auditivo, jamais empurrando a haste para dentro do canal do ouvido, para que não acumule mais cera no local. Portanto, quem acha que introduzir a haste flexível o mais fundo possível no ouvido é correto, já que vai limpar todo o local, deve tomar extremo cuidado, pois isso não deve ser feito.

É importante que, regularmente, você procure um médico otorrinolaringologista, especialista na área, para examinar os ouvidos e realizar a limpeza preventiva do conduto, não pelas hastes flexíveis. E, sempre que houver qualquer sintoma otológico, procure assistência médica o quanto antes.

Veja como prevenir a surdez em crianças

O cuidado com a audição das crianças é um fator de extrema importância, pois ela está diretamente associada ao desenvolvimento, além de influenciar na capacidade de socialização, aprendizagem e comunicação infantil. Afinal, para que a criança aprenda a linguagem e possa interagir com as pessoas à sua volta é necessário que ela consiga ouvi-la primeiro.

A surdez ou perda de audição nas crianças pode trazer consequências para seu desenvolvimento global. Os pais devem estar atentos às formas de como prevenir a surdez em crianças e identificar quaisquer sinais de perda auditiva.

Continue lendo para saber mais sobre o assunto!

Quais são as causas de surdez em crianças?

Para entender como prevenir a surdez em crianças primeiramente é preciso entender quais são as suas causas. A surdez em crianças pode ser congênita, isto é, presente ao nascimento ou adquirida durante a infância.

A surdez congênita pode ser de causa genética ou relacionada a doenças maternas:

  • surdez de causa genética — é hereditária, o que significa que os genes com “falha” para a audição são passados dos pais para o filho e a criança já nasce sem escutar;
  • surdez relacionada a doenças maternas — algumas doenças infecciosas adquiridas pela mãe durante a gravidez podem causar surdez no bebê, relacionada aos danos causados pelo agente infeccioso (rubéola, citomegalovirus, toxoplasmose, sífilis, herpes, AIDS).

As causas adquiridas de surdez na infância incluem:

  • infecções que podem afetar o canal auditivo — otites de repetição, meningite, caxumba, sarampo;
  • exposição a sons muito fortes — sons acima de 90 decibéis são considerados danosos e causam danos às células ciliadas da orelha interna.

Como é possível preveni-la?

Existem algumas formas simples de prevenir a surdez em crianças, listadas a seguir.

Green-Tick-PNG-Picture Começar a prevenção no pré-natal

Como citamos, as doenças maternas podem ser causa da surdez congênita em crianças. A mulher que descobrir que está grávida deve começar imediatamente o pré-natal, seguir as orientações dos profissionais de saúde e realizar todos os exames solicitados, incluindo as sorologias que indicam a presença de alguma infecção.

A gestante deve ser vacinada para rubéola. Na vigência de qualquer infecção, deve ser tratada o quanto antes.

Green-Tick-PNG-Picture Ter a vacinação em dia

Algumas doenças infecciosas mais graves podem causar surdez da criança. A melhor forma de prevenção é manter o calendário vacinal da criança em dia, sem perder as vacinas.

As primeiras vacinas do bebê acontecem quando ele faz 2 meses, por isso é importante evitar sair de casa e receber muitas visitas antes dessa idade, quando o bebê está mais vulnerável.

Nunca perca uma dose da vacina e guarde bem o calendário, para que se saiba o histórico vacinal da criança.

Green-Tick-PNG-Picture Evitar exposição ao barulho

A exposição prolongada a sons e ruídos muito fortes causa grandes danos às estruturas do sistema auditivo. Os pais devem estar atentos para evitar que os filhos se exponham a sons acima de 90 decibéis. Algumas dicas são:

  • em festas ou shows infantis, nunca ficar muito perto da caixa de som;
  • escutar rádio e ver televisão em volumes mais fracos;
  • evitar que a criança use fone de ouvido.

Por fim, é necessária grande atenção dos pais aos primeiros sinais de perda auditiva. Se ocorrer, a criança deve ser levada a um especialista para que os tratamentos necessários sejam iniciados.

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O teste da orelhinha é um dos exames realizados nos bebês logo nos primeiros dias de vida para a identificação de alterações na audição da criança, já que a capacidade de ouvir está associada a um melhor desenvolvimento cognitivo, social, emocional e linguístico ao longo da vida.

Mas o que é o teste da orelhinha? Quais bebês devem realizá-lo? O que fazer quando o resultado do teste está alterado? Vamos responder a essas e outras perguntas ao longo deste post! Confira!

O que é o teste da orelhinha?

O teste da orelhinha é um exame de triagem neonatal, assim como o teste do coraçãozinho e o teste do pezinho, e serve para a identificação precoce de deficiências auditivas.

Como esse teste funciona?

O teste da orelhinha funciona por meio da detecção de emissões otoacústicas evocadas. Basicamente são colocados aparelhinhos semelhantes a fones de ouvido nas orelhinhas dos bebês que emitem estímulos sonoros e detectam a percepção desses sons pela cóclea, uma estrutura presente dentro do ouvido interno e fundamental para a audição.

O exame completo dura menos de 10 minutos, é indolor e deve ser realizado com a criança dormindo.

Quais bebês devem realizar o teste da orelhinha?

Todos os bebês devem realizar o teste da orelhinha, disponível gratuitamente em todos os hospitais e maternidades, como determinado pela lei 12.303/2010.

Por que o teste da orelhinha é importante?

As deficiências auditivas afetam cerca de 1-3 crianças a cada 1.000 nascidos vivos, mas é bem mais frequente em bebês de grupo de risco (peso de nascimento menor do que 1,5 kg, prematuridade, malformação auricular, infecções intrauterinas, síndromes genéticas e história familiar de deficiência auditiva).

Sem o diagnóstico precoce, uma criança com deficiência auditiva pode ter seu desenvolvimento, sua aprendizagem e sua capacidade de comunicação comprometidos durante toda a vida. Assim, o teste da orelhinha é essencial para que essas crianças sejam abordadas por uma equipe multiprofissional ao longo da infância e para que a deficiência auditiva não gere consequências maiores.

Quando realizar esse exame?

Idealmente o teste da orelhinha deve ser realizado no 2º ou no 3º dia de vida, ainda dentro da maternidade na qual a criança nasceu. Quando isso não é possível, contudo, o exame pode ser realizado até o 3º mês de vida como triagem ou depois dessa idade quando há a suspeita clínica de alguma alteração auditiva.

O que fazer quando o teste dá alterado?

Por ser um exame de triagem, o teste da orelhinha é muito sensível a qualquer alteração mínima, mas incapaz de dizer se essa alteração representa alguma doença específica e como deve ser feito o tratamento da criança.

Dessa forma, qualquer alteração no teste da orelhinha deve ser seguida por uma avaliação otológica e audiológica completa e por um acompanhamento rigoroso do desenvolvimento auditivo da criança.

Como há diferentes graus e causas de deficiência auditiva, é importante também que as possibilidades de tratamento sejam analisadas de forma individualizada pelo otorrinolaringologista e pelo fonoaudiólogo.

Entendeu tudo sobre o teste da orelhinha? Então curta a nossa página no Facebook e fique por dentro de outras dicas como essas!

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Muitas vezes acreditamos ter uma audição normal porque conseguimos ouvir mesmo os sons mais distantes. Entretanto, se você ouve mas não consegue distinguir de onde vêm os sons, pode ser que você tenha surdez unilateral.

O que é surdez unilateral?

A surdez unilateral implica dificuldades auditivas significativas num dos ouvidos. As pessoas com surdez unilateral tem uma reduzida inteligibilidade da fala por diversos motivos: A incapacidade de distinguir a fala em ambientes de ruído, a falta do benefício de uma audição bilateral e as dificuldades em ouvir os sons que vêm do lado do ouvido com surdez.

Trata-se de um problema auditivo, mas que pode ser causado por outras doenças, como enfermidades da cabeça, doença de Menière e infecções viróticas que acometem os ouvidos.

Quais são os sintomas?

O primeiro sintoma normalmente é a diminuição da capacidade de identificar a direção do som. Trata-se de uma condição que pode colocar o paciente em situações de risco.

Imagine que você está atravessando uma rua, por exemplo, e não consegue identificar de imediato de onde vem o som de um automóvel se aproximando (ou mesmo da buzina). Se você estiver no volante, os riscos podem ser ainda maiores.

A ocorrência do problema também se evidencia quando o paciente está em um ambiente muito ruidoso. Conversar em uma festa ou em um estádio de futebol torna-se para ele uma tarefa muito mais difícil do que o é para uma pessoa com audição normal. Se o idioma falado não for o seu nativo, as coisas se complicam mais ainda.

Normalmente uma criança que nasce com surdez unilateral se adapta facilmente à condição. Os pais devem estar atentos a pequenos sinais, já que há crianças com surdez unilateral que falam e se comunicam de forma aparentemente normal.

Já para os adultos que nascem com audição normal e a perdem depois de um tempo, é muito mais difícil se readaptar a viver somente com um ouvido. Pode ser que alguns hábitos de vida precisem ser mudados, e a parte mais difícil é a aceitação.

Quais são os tratamentos para a surdez unilateral?

Alguns pacientes acabam não procurando um médico por medo e vergonha. Esses sentimentos são provenientes da falta de informação. Entretanto, quanto mais o paciente demora para procurar um médico, maiores são as chances da condição se tornar irreversível.

Quando não estimulado, o nervo auditivo pode ir se atrofiando e, depois de algum tempo, não volta mais ao normal. É por isso que qualquer alteração na audição, seja ela em um ou em ambos os ouvidos, deve ser motivo para marcar uma consulta imediatamente.

Para pessoas com audição em apenas um ouvido, já existem soluções que permitem a escuta dos sons do lado sem audição, trata-se de uma avançada tecnologia sem fio que envia os sons através de um microfone para um moderno e discreto aparelho auditivo que é adaptado no ouvido com audição normal ou com algum grau de perda auditiva o qual apresenta beneficio com a amplificação. Esta tecnologia é chamada CROS (envio contra lateral de sinal), permite ouvir os sons que chegam de ambos os lados em seu ouvido saudável, permitindo assim usufruir de uma audição prazerosa e livre de preocupações!

Uma alternativa para esses pacientes é também o implante coclear. Entretanto, há controvérsias entre os médicos se esse método é mesmo indicado para pessoas portadoras de surdez em somente um dos ouvidos.

Somente um médico especializado poderá indicar qual é o melhor tratamento para o seu caso, e buscar um profissional deve ser o primeiro passo ao notar qualquer alteração na capacidade auditiva.

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