AudiBlog

Dicas e Novidades

polissonografia-1552684165901_v2_450x450

A mulher da imagem não sou eu, mas ela ilustra bem como me senti ao fazer a polissonografia no hospital.

A primeira vez que fiz uma polissonografia (exame que mede diversas variáveis fisiológicas durante o sono para avaliar se você tem algum distúrbio) foi uma experiência, no mínimo, estranha. Para começar, ir até um lugar (no caso, o Instituto do Sono, na Vila Mariana, em São Paulo) para fazer um exame à noite já não é muito habitual. Agora, imagine dormir em uma sala, com roupinha de hospital, cheia de eletrodos e sensores pelo corpo. São fios na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. E, se você se mexer em algum momento durante a noite e soltar um deles sem querer, a enfermeira entra no quarto para arrumá-los –digo isso porque acordei assustada várias vezes com uma mulher (que era muito simpática, diga-se de passagem) mexendo em meu braço e sorrindo. Sim, parece filme de terror.

A ideia da polissonografia é justamente reproduzir algumas das características habituais do paciente durante uma noite de sono. Por isso, a salinha tem cobertor, TV e um travesseiro confortável. Enquanto eu dormia, os eletrodos e sensores captaram registros de diversos parâmetros para serem analisados, como o tempo que demorei para adormecer, a quantidade as diferentes fases do sono, o número de eventos anormais (apneias e movimentos dos membros) e teor de oxigênio no sangue. Mas vamos combinar que dormir fora de casa, com o bumbum de fora, cheia de fios pelo corpo e com uma enfermeira sorrindo para você às 3h da manhã não é lá uma reprodução idêntica do que você faz em casadurante a noite. É por esse motivo que um engenheiro e um médico brasileiros se uniram para desenvolver um aparelhinho para as pessoas realizarem a polissonografia (ou uma parte dela) em casa, de forma simples e versátil. Após todo o “pesadelo” no hospital –e já sendo uma pessoa diagnosticada com apneia do sono leve em tratamento –, resolvi experimentar o aparelho para ver como é o exame e se o resultado é preciso.

app-sensor

O aparelhinho é colocado no dedo antes de você dormir e, ao acordar, o resultado é enviado ao seu e-mail.

 

Como é o teste?

 

sensor-dedo-home3Chamado de Oxistar e com design assinado pela empresa Questtonó, o equipamento é colocado no dedo (preferencialmente no médio) e fixado com uma fita adesiva (para garantir que, se você se mexer, ele não solte). O aparelho mede a oximetria (porcentagem de oxigênio que está sendo transportado na circulação sanguínea), a frequência cardíaca e os movimentos. Esses dados são enviados para uma “central” por meio de um aplicativo que o paciente baixa no celular, onde são analisados. Ao acordar, o resultado do exame fica pronto em segundos no seu email.

Posso dizer que, se a ideia do exame “caseiro” era analisar meu sono em condições mais parecidas com as habituais, deu muito certo. Afinal, a única diferença das minhas noites normais foi aquele pequeno aparelho no meu dedo –sem fios, sem enfermeira e com meu pijama favorito, sem bumbum de fora do avental médico.

O resultado? O aparelhinho não mede todas as variáveis apontadas no exame tradicional, mas como ele acusa quais as chances de o paciente ter uma apneia, pode facilitar a ida ao médico especialista em sono e acelerar o tratamento. No meu caso, o resultado apontou que tenho um risco baixo de apneia moderada ou grave, mas que tive, sim, alguns minutinhos irregulares de oxigênio –nada muito diferente do que apontou meu exame de polissonografia original.

Como você pode fazer?

 

Diversos consultórios particulares e centros de diagnósticos espalhados pelo Brasil já trabalham com o exame oferecido pela empresa Biologix. Segundo os desenvolvedores, devido à facilidade de acesso, o aparelho tende a ajudar um número maior de pessoas a diagnosticar distúrbios do sono, em especial a apneia obstrutiva.

“Já que o celular está sempre do nosso lado e não vamos mudar isso, criamos um pequeno aparelho recém-aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A gente sabe que existe uma variabilidade do sono, um dia a gente dorme pior, outro melhor, então esse aparelho você usa em casa”, contou o médico pneumologista e especialista em medicina do sono que desenvolveu o Oxistar, Geraldo Lorenzi Filho, em uma palestra que deu no TEDx Talks, em 2018. Ele também é diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração, em São Paulo.

Eu ronco, tu roncas, mas qual a vantagem do aparelho?

 

Facilitar a realização de um exame tão complexo como a polissonografia é um grande passo no contexto de qualidade de sono em que estamos. Segundo levantamento realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), 76% dos brasileiros têm pelo menos uma queixa relacionada à qualidade do sono. Entre os problemas mais comuns está a apneia obstrutiva do sono, que é a interrupção da respiração devido ao bloqueio das vias áreas superiores (garganta e nariz) durante o repouso.

Restringindo o problema apenas a São Paulo, um estudo realizado também pela Unifesp e publicado em 2011 no periódico Sleep Medicine analisou mais de mil pessoas e, por meio da realização de exames de polissonografia, descobriu que quase 33% delas tinham apneia obstrutiva do sono e não sabiam. Segundo Pedro Genta, pneumologista do Centro de Medicina do Sono do HCor (Hospital do Coração), a falta de diagnóstico é um problema sério no Brasil e ela tem várias causas. “Primeiro porque a doença se apresenta de forma diferente para cada um. Enquanto uns sentem sonolência durante o dia, outros não têm sintomas. Alguns roncam, outros têm dificuldade de manter o sono. A apresentação clínica variada dificulta a pessoa chegar à conclusão que talvez tenha algum problema no sono”, diz ele.

Além disso, Genta aponta o desconhecimento da comunidade médica. “O principal sintoma é ronco. Esse é o ponto-chave para se suspeitar do diagnóstico. Mas não é só isso. Os médicos precisam saber da saúde do sono do paciente. Em um hipertenso, por exemplo, o cardiologista deveria escutar em geral sobre o sono desse paciente por causa da associação íntima entre os dois problemas.”

O médico também comenta sobre a falta de acesso a exames caros como a polissonografia. “Praticamente não existe esse exame na rede pública. Aqui em São Paulo, por exemplo, menos de dez exames por semana são disponibilizados pelo SUS. É um número ridículo de exames. Mesmo na rede privada a quantidade de exames é restrito. Esse tipo de abordagem [de fazer o exame em casa] certamente é uma vantagem”, diz Genta.

George Pinheiro, médico otorrinolaringologista especializado em medicina do sono pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e membro da Associação Brasileira do Sono, concorda: “A apneia obstrutiva do sono acomete uma em cada três pessoas. Isso, por si só, gera uma demanda acentuada para o diagnóstico polissonográfico. Somam-se a isso a restrita disponibilidade para exames na rede pública; o insuficiente número de laboratórios de sono em cidades de pequeno e médio porte; o tempo de agendamento em cerca de 45 dias em média por convênios médicos.” Todos esses fatores atrasam ou dificultam o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento.

Pinheiro vê no exame “caseiro” uma opção válida para solucionar os problemas que envolvem o exame tradicional. “Um exame com indicação correta, que seja validado cientificamente e com custo menor pode facilitar o acesso de muitos casos suspeitos de apneia do sono. Além do mais, pacientes com limitações para realização em laboratório podem ser diagnosticados em domicílio”, diz ele.

mesa

“Acreditamos que vamos mudar o paradigma do subdiagnóstico da apneia do sono no mundo inteiro”, disse Geraldo. Se isso acontecer será muito bom. Afinal, a apneia não é piada. As repetidas pausas na respiração durante a noite, que chegam a passar de 10 segundos, levam à diminuição do fluxo de oxigênio para o coração e o cérebro, o que aumenta a pressão arterial e pulmonar, desencadeia processos inflamatórios (que podem dar início a doenças) e eleva o risco de infarto e AVC (acidente vascular cerebral).

Por isso, se você suspeita de que seu sono não está cumprindo seu papel, ou seja, não é restaurador, ou você tem sonolência excessiva diurna, ronco, pausas respiratórias durante o sono, comportamentos anormais enquanto dorme, movimentação corporal excessiva no sono, dificuldades para iniciar ou manter o sono, é melhor procurar um médico.

 

Fonte: Gabriela Ingrid
Do UOL VivaBem, em São Paulo
20/03/2019 04h00
https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/20/testei-o-exame-de-polissonografia-caseiro.htm

 

AGENDE-01

Zumbido_ como aparelhos auditivos podem ajudar_

Pode até parecer estranho, mas aparelhos auditivos também são usados no tratamento de zumbidos. Você sabia? Essa não é a única forma de tratamento, mas, em alguns casos, é a mais eficaz.

Os zumbidos podem ser causados por diversos fatores. Um dos tipos de zumbido se manifesta devido à perda auditiva. Se esse for o caso, é preciso usar um aparelho auditivo específico. Para realizar o diagnóstico de forma correta, é necessário consultar um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo. Os testes mais comuns são a audiometria e os exames de sangue.

 O que é o zumbido?

O zumbido, tinido ou acúfeno atinge grande percentual da população mundial. Estima-se que no Brasil, o problema afete cerca de 30 milhões de pessoas de todas as idades. Ele ocorre quando o ouvido passa a enviar impulsos sem que estes tenham sido gerados por uma fonte sonora.

Quais são as causas do zumbido?

Especialistas apontam mais de 200 tipos de causas da doença. As mais comuns são:

Green-Tick-PNG-Picture Perda auditiva;

Green-Tick-PNG-Picture Alterações no metabolismo, como hipotireoidismo ou hipoglicemia;

Green-Tick-PNG-Picture Doenças neurológicas e psiquiátricas;

Green-Tick-PNG-Picture Problemas odontológicos que afetam a mastigação e a mandíbula;

Green-Tick-PNG-Picture Alterações musculares no pescoço;

Como os aparelhos auditivos para zumbido funcionam?

Existem diversos tipos de aparelhos auditivos no mercado. Cada um é específico para cada tipo de perda auditiva ou problema. O mesmo acontece no caso dos zumbidos. Podemos dividir os aparelhos auditivos para zumbido entre geradores de som e dispositivos combinados.

  • Aparelhos auditivos

    audeo_v

    O uso de aparelhos auditivos melhora a audição e alivia o zumbido ao mesmo tempo, porque se você ouve melhor, você também pode ignorar o zumbido. Os aparelhos auditivos amplificam o som ambiental e o transmite para a orelha, o que aumenta cada vez mais o foco nos barulhos, sons e sinais que estão à volta do usuário. Como a atenção se volta para as impressões auditivas agradáveis, o foco no zumbido é reduzido. Em muitos casos os usuários ouvem muito pouco ou não ouvem o zumbido a partir do momento em que o aparelho auditivo é ligado.

     

  • Geradores de som

    Os geradores de som são indicados para pessoas que não possuem perda auditiva. Eles são bem semelhantes a um aparelho auditivo, porém não amplificam os sons ambientais: eles geram um som suave para distrair o paciente do zumbido. Geradores de som tem a proposta de aliviar o zumbido.

  • Dispositivos combinados

    Como os aparelhos auditivos podem apenas amplificar os sons ambientais, são pouco utilizados como terapia de zumbido em ambientes silenciosos. Esse é um caso em que um aparelho auditivo com gerador de som integrado pode ser útil. Nessas situações o gerador de som integrado emite um som suave para distrair o paciente do zumbido.

Conheça o Portfólio Phonak Tinnitus Balance para tratamento do Zumbido

O Portfólio Phonak Tinnitus Balance permite que você e seu profissional especialista em zumbido personalizem um plano de tratamento de zumbido baseado em terapia sonora que corresponde exatamente a suas necessidades específicas, para fornecer um alívio do zumbido ao longo do dia.

O Portfólio consiste em três elementos fundamentais que são essenciais para seu plano de tratamento de zumbido: os aparelhos auditivos Tinnitus Balance, um gerador de ruído de faixa ampla de frequência e terapia sonora através de um aplicativo para iOs e Android. Um acessório digital sem fio para a transmissão do som para os aparelhos auditivos Tinnitus Balance completa esta solução flexível.

Não desanime pelo fato de os aparelhos para o zumbido da Phonak também serem aparelhos auditivos. Eles são soluções para o zumbido. Existe uma forte conexão entre zumbido e perda auditiva, que pode ser tão leve que você dificilmente a notará.

A avaliação por um profissional de saúde auditiva, que inclui um teste auditivo juntamente com a análise do zumbido, tem um papel fundamental na personalização do Portfólio Phonak Tinnitus Balance de acordo com suas necessidades.

image

Legenda:

1) Somente amplificação

2) Amplificação e gerador de ruído Tinnitus Balance ou somente o gerador de ruído Tinnitus Balance

3) Amplificação e aplicativo Tinnitus Balance com o ComPilot II/ComPilot Air II

4) Combinação de 1+2+3

5) Perda auditiva não auxiliada: somente aplicativo Tinnitus Balance

 

Pense no Portfólio Phonak Tinnitus Balance como uma ferramenta multifuncional, composta de muitas ferramentas úteis que podem ser usadas como e quando você precisar para diferentes tarefas. Juntamente com seu profissional de saúde auditiva, você escolhe as situações que melhor se adequam a suas necessidades em termos de zumbido e pode alternar entre essas ferramentas sempre que necessário.

 

Aparelhos auditivos Phonak Tinnitus Balance

O tratamento de zumbido inclui enriquecimento de som e aconselhamento para diminuir o estresse e proporcionar alívio. Os dispositivos que formam o núcleo do Portfólio Phonak Tinnitus Balance são nossos aparelhos auditivos Audéo™ Q, Audéo B e Bolero™ V, que possuem nosso gerador de ruído Tinnitus Balance exclusivo. Não desanime pelo fato de os aparelhos para o zumbido da Phonak também serem aparelhos auditivos. Existe uma forte conexão entre zumbido e perda auditiva, que pode ser tão leve que você dificilmente a notará.

Gerador de ruído Tinnitus Balance

O gerador de ruído Tinnitus Balance é uma característica de todos os aparelhos auditivos Phonak Tinnitus e usa o princípio da terapia sonora. Ele funciona emitindo o som no ouvido que o distrai do zumbido que você sente, misturando, assim, o zumbido com o ruído de fundo.

Aplicativo Phonak Tinnitus Balance

 

tinnitus2

 

O aplicativo é uma ferramenta ideal para terapias sonoras adicionais e permite que você selecione um som de uma lista padrão ou combine sons com sua biblioteca de música. A opção de temporizador é útil ao ouvir sons que o ajudam a adormecer. Com o Phonak ComPilot, os sons são transmitidos diretamente do aplicativo para seu aparelho auditivo Tinnitus Balance.

1-jornada-otorrino-pediatrico-final-01

De iniciativa da Clínica Pronto Otorrino e com o apoio Audistore Phonak, a 1ª Jornada de Otorrinolaringologia Pediátrica no Maranhão acontecerá nos dias 21 e 22 de setembro, no CRM- MA. As palestras serão ministradas por excelentes especialistas da área e será destinada aos estudantes e profissionais.

1-jornada-otorrino-pediatrico-final-011-jornada-otorrino-pediatrico-final-02

Garanta sua vaga, faça já sua inscrição!

Para mais informações e inscrições
Pronto Otorrino
(98) 98840-6512/ (98) 3246-4940
prontootorrino@bol.com.br

Adicionar

A adaptação ao aparelho auditivo não acontecerá do dia para noite, pois como o cérebro perdeu o estímulo sonoro, ele precisa de um tempo para adaptar-se novamente. Nesse momento, a persistência é fundamental para garantir o sucesso da reabilitação auditiva.

Para ajudá-lo nessa missão, é possível contar com um programa de acompanhamento de aparelhos auditivos, no qual o paciente passará por algumas consultas com o fonoaudiólogo para que o aparelho seja regulado e para que o paciente possa receber as orientações adequadas sobre os cuidados que precisam ser tomados.

Para que você possa entender mais sobre o assunto, escrevemos este artigo para mostrar como o programa de acompanhamento de aparelhos auditivos funciona e qual é sua importância para o paciente. Acompanhe!

Como funciona o programa de acompanhamento de aparelhos auditivos?

Tudo dependerá do exame de audiometria realizado no paciente. Nesse momento, o aparelho será selecionado de acordo com o que o paciente deseja, com o objetivo de atender por completo a perda auditiva dele.

A adaptação é feita de acordo com a perda de cada pessoa, ou seja, é personalizada. O paciente normalmente passará por alguns testes. Depois disso ele vai para casa, experimenta o aparelho por alguns dias e volta para realizar a compra.

Durante esse período, ele pode trocar o aparelho por outro, a fim de ter uma nova experiência. Na verdade, esse processo funciona como um test drive, pois é possível testar mais de um aparelho.

Após a compra, será necessário que o paciente faça um retorno inicial de teste (pode ser de 30 dias ou de 15, dependendo dos casos) para realizar ajustes, verificar se é preciso melhorar alguma coisa e dar um retoque final.

Após o fechamento, algumas empresas especializadas em reabilitação auditiva oferecem um programa de acompanhamento de aparelhos auditivos.

Inicialmente, a equipe avalia se a pessoa está tendo um tempo de uso efetivo do aparelho — que corresponde a, no mínimo, 8 horas por dia. Na sequência, é avaliada a necessidade de ajuste e se é preciso aumentar ou mudar a programação. Depois de tudo isso, o ouvido do paciente é verificado — se houver um acúmulo de cera, é recomendado voltar ao otorrino, pois esse é um fator que atrapalha na audição.

Qual é o tempo de duração do programa?

Conforme mencionado, a adaptação costuma ser lenta, mas os resultados normalmente são obtidos após um ano de acompanhamento. Vale ressaltar que os ajustes serão realizados ao longo do programa, pois eles facilitam a adaptação ao aparelho auditivo.

Também não podemos esquecer da importância que há em usar o aparelho várias horas por dia, porque quanto mais tempo o paciente utilizá-lo, mais satisfeito ele ficará com os resultados.

Qual é o objetivo dos programas de acompanhamento?

O maior objetivo é garantir a satisfação do paciente, mas para isso é importante que ele providencie todos os agendamentos e esteja sempre presente nas consultas. Por meio dessas ações, o paciente ficará mais contente, pois terá um atendimento atualizado, oferecendo a regulagem necessária para que ele se adapte o mais rapidamente possível.

Nesse momento, o apoio dos familiares e amigos é muito importante para garantir o sucesso da adaptação, pois eles motivarão a pessoa que sofre com a perda auditiva a realizar todos os procedimentos indicados pelo fonoaudiólogo.

Qual é a importância do acompanhamento após a aquisição do aparelho auditivo?

Cada paciente tem suas necessidades específicas e um estilo de vida diferente. Nesse sentido, o acompanhamento pós-aquisição é fundamental para garantir que ele não terá nenhuma dificuldade ao utilizar o aparelho auditivo e para assegurar que a sua qualidade de vida realmente será beneficiada.

Assim sendo, com a ajuda de fonoaudiólogos experientes, o paciente poderá tirar todas as suas dúvidas e realizar os ajustes necessários para se certificar de que ele poderá voltar a realizar suas atividades rotineiras sem precisar da ajuda de terceiros.

A família deve ser envolvida nesse processo? Como?

Depende muito do paciente. Quando nos referimos a jovens adultos, o acompanhante nem sempre faz muita diferença. Em caso de paciente idoso, quando os filhos estão envolvidos, o acompanhamento é essencial, visto que o paciente é quem percebe toda a melhora e o benefício do aparelho, mas a família, quando envolvida, consegue entender melhor o processo, ver o que está acontecendo, dar o suporte, informar se ele está resistente, se tem dúvidas etc.

Percebeu a importância do programa de acompanhamento de aparelhos auditivos? Ele é essencial para a adaptação do paciente! Nesse momento, você precisa pensar que quanto melhor for a recuperação, mais motivado o paciente ficará — e com isso ele terá mais vontade de cumprir com todas as instruções do fonoaudiólogo, pois perceberá a eficiência dos resultados.

Hastes flexíveis podem prejudicar a Audição_ Saiba o jeito correto de utilizá-las.

A maioria das pessoas ainda tem dúvida quanto a usar ou não as hastes flexíveis para fazer a limpeza da cera do ouvido. O que acontece é que, muitas vezes, as hastes flexíveis não são indicadas pelos médicos devido ao risco de infecções, danos ao tímpano e à audição.

A cera é produzida nos ouvidos para mantê-los lubrificados e protegidos de poeira, corpos estranhos, insetos e até microrganismos, como bactérias e fungos. Porém, algumas pessoas tentam se livrar dessa barreira natural de defesa do organismo usando as hastes flexíveis de forma incorreta.

Quer saber como utilizar as hastes flexíveis de forma segura para a sua audição? Continue a leitura e entenda como evitar esses perigos e cuidar bem da saúde!

Que sintomas o excesso de cera pode causar?

A cera de ouvido formada dentro da orelha é encontrada na parte exterior do canal auditivo, fluindo para fora do ouvido com bastante facilidade. Algumas pessoas têm uma tendência a produzir mais cera que as outras e, na tentativa de limpar o excesso, acabam empurrando-a para o fundo do canal auditivo.

Não há necessidade de se preocupar com a cera, pois o excesso dela é eliminado para a região externa do ouvido de forma natural quando fazemos movimentos no maxilar ao falar, mastigar ou sorrir. Ao notar qualquer desconforto relacionada à cera, procure ajuda de um médico e não utilize as hastes flexíveis.

Os principais sintomas do excesso de cera são:

  • dor no canal auditivo pela compressão do excesso de cera dentro do pequeno espaço do meato;
  • zumbido, sensação de tontura ou vertigens;
  • perda da capacidade auditiva;
  • coceira e mau cheiro dentro do ouvido.

Por que as hastes flexíveis podem ser um perigo?

Quando não são usadas corretamente, as hastes flexíveis podem empurrar o excesso da cera para partes mais profundas do conduto auditivo e levar ao entupimento do ouvido, formando uma espécie de uma rolha de cera. Esse problema pode causar diminuição na acuidade auditiva do indivíduo, causando incômodo.

Nesse caso, a limpeza adequada resolve o problema, pois removerá o excesso de cera. O problema mais grave em utilizar incorretamente as hastes flexíveis são os traumas no ouvido, especialmente no tímpano. O uso incorreto pode causar até mesmo uma perfuração da membrana, com necessidade de cirurgia para recuperá-la, e possível dano permanente na audição.

Como utilizar corretamente as hastes flexíveis?

A forma correta de usar as hastes flexíveis é realizar a limpeza com a ponta de algodão apenas na parte mais externa do conduto auditivo, jamais empurrando a haste para dentro do canal do ouvido, para que não acumule mais cera no local. Portanto, quem acha que introduzir a haste flexível o mais fundo possível no ouvido é correto, já que vai limpar todo o local, deve tomar extremo cuidado, pois isso não deve ser feito.

É importante que, regularmente, você procure um médico otorrinolaringologista, especialista na área, para examinar os ouvidos e realizar a limpeza preventiva do conduto, não pelas hastes flexíveis. E, sempre que houver qualquer sintoma otológico, procure assistência médica o quanto antes.

Veja como prevenir a surdez em crianças

O cuidado com a audição das crianças é um fator de extrema importância, pois ela está diretamente associada ao desenvolvimento, além de influenciar na capacidade de socialização, aprendizagem e comunicação infantil. Afinal, para que a criança aprenda a linguagem e possa interagir com as pessoas à sua volta é necessário que ela consiga ouvi-la primeiro.

A surdez ou perda de audição nas crianças pode trazer consequências para seu desenvolvimento global. Os pais devem estar atentos às formas de como prevenir a surdez em crianças e identificar quaisquer sinais de perda auditiva.

Continue lendo para saber mais sobre o assunto!

Quais são as causas de surdez em crianças?

Para entender como prevenir a surdez em crianças primeiramente é preciso entender quais são as suas causas. A surdez em crianças pode ser congênita, isto é, presente ao nascimento ou adquirida durante a infância.

A surdez congênita pode ser de causa genética ou relacionada a doenças maternas:

  • surdez de causa genética — é hereditária, o que significa que os genes com “falha” para a audição são passados dos pais para o filho e a criança já nasce sem escutar;
  • surdez relacionada a doenças maternas — algumas doenças infecciosas adquiridas pela mãe durante a gravidez podem causar surdez no bebê, relacionada aos danos causados pelo agente infeccioso (rubéola, citomegalovirus, toxoplasmose, sífilis, herpes, AIDS).

As causas adquiridas de surdez na infância incluem:

  • infecções que podem afetar o canal auditivo — otites de repetição, meningite, caxumba, sarampo;
  • exposição a sons muito fortes — sons acima de 90 decibéis são considerados danosos e causam danos às células ciliadas da orelha interna.

Como é possível preveni-la?

Existem algumas formas simples de prevenir a surdez em crianças, listadas a seguir.

Green-Tick-PNG-Picture Começar a prevenção no pré-natal

Como citamos, as doenças maternas podem ser causa da surdez congênita em crianças. A mulher que descobrir que está grávida deve começar imediatamente o pré-natal, seguir as orientações dos profissionais de saúde e realizar todos os exames solicitados, incluindo as sorologias que indicam a presença de alguma infecção.

A gestante deve ser vacinada para rubéola. Na vigência de qualquer infecção, deve ser tratada o quanto antes.

Green-Tick-PNG-Picture Ter a vacinação em dia

Algumas doenças infecciosas mais graves podem causar surdez da criança. A melhor forma de prevenção é manter o calendário vacinal da criança em dia, sem perder as vacinas.

As primeiras vacinas do bebê acontecem quando ele faz 2 meses, por isso é importante evitar sair de casa e receber muitas visitas antes dessa idade, quando o bebê está mais vulnerável.

Nunca perca uma dose da vacina e guarde bem o calendário, para que se saiba o histórico vacinal da criança.

Green-Tick-PNG-Picture Evitar exposição ao barulho

A exposição prolongada a sons e ruídos muito fortes causa grandes danos às estruturas do sistema auditivo. Os pais devem estar atentos para evitar que os filhos se exponham a sons acima de 90 decibéis. Algumas dicas são:

  • em festas ou shows infantis, nunca ficar muito perto da caixa de som;
  • escutar rádio e ver televisão em volumes mais fracos;
  • evitar que a criança use fone de ouvido.

Por fim, é necessária grande atenção dos pais aos primeiros sinais de perda auditiva. Se ocorrer, a criança deve ser levada a um especialista para que os tratamentos necessários sejam iniciados.

Gostou do texto de hoje sobre como prevenir a surdez? Então compartilhe em suas redes sociais e divulgue o conhecimento!

AGENDA UM TESTE GRATUITO

E ganhe 10% de desconto nos aparelhos auditivos!